Badu Design quer transformar a gestão de resíduos industriais
- Luana Dalmolin
- 9 de abr. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 10 de abr. de 2025

Na news Mobilize! desta semana, eu tive o prazer de contar a história da Ariane Santos e da Badu Design. A Ariane é uma dessas pessoas que escolheu olhar para as suas potencialidades e não para a escassez. Mobilizou e engajou uma baita rede de mulheres periféricas empreendedoras e criou um negócio que tem o ESG na veia, muito antes desse termo passar a ser tão usado.
O negócio se prepara para crescer com área de 22 mil m2 em Curitiba
“Quando estruturei a Badu Design vi que só a indústria têxtil desperdiçava mais de 170 mil toneladas de tecidos por ano”, conta a curitibana Ariane Santos, criadora da Badu. O negócio de impacto socioambiental atua por meio do design circular e upcycling utilizando resíduos de indústrias.
A empresa produz desde cadernos e agendas a bolsas, mochilas e brindes corporativos, sempre com tecidos reaproveitados, engajando e capacitando uma rede de mulheres de baixa renda, que hoje conta com mais de 400 microempreendedoras.
Desde sua criação, em 2013, a Badu já impactou mais de 1,4 mil mulheres. Elas passam por uma formação que trata de temas que vão desde o empreendedorismo, até questões ambientais como mudança climática e economia. “Não é simplesmente aprender a costurar uma peça. Elas entendem o que estão fazendo e o impacto do trabalho delas”, explica Ariane.
A empreendedora, que começou em um quarto ateliê e com uma rede de dez mulheres, prepara-se agora para a construção de um espaço maker de 22 mil m2 que será dedicado à produção de itens da Badu, além de ser um hub para oficinas, experimentação, residência e conscientização acerca do uso e transformação de resíduos tendo como norte a geração de impacto social, econômico e ambiental. Ou seja, ESG na veia.
O momento é de captação de recursos e a Badu já tem alguns investidores. Todo o projeto, desde a planta, será construído com resíduos e tecnologias limpas e renováveis. A ideia é que as indústrias invistam no espaço e na sua própria gestão de resíduos.
O trabalho com as empresas consiste em mapear a matriz de circularidade de cada uma delas. E a partir daí, os resíduos mapeados são transformados em outros produtos, o chamado upcycling, em um processo de cocriação e recomprados pela própria empresa, fechando a circularidade do processo.
Entre os próximos passos está a expansão da Badu para outros estados. São Paulo está entre os primeiros da lista. A Badu está estruturando projeto de formação de upcycling para mulheres no ABC Paulista que será bancado por um grupo de empresas.



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